Coronavírus

Todos temos ouvido falar em coronavírus (2019-nCoV) nos últimos dias, principalmente após o alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Até onde se sabe (oficialmente) já foram contabilizados mais de 800  quase 3.000 casos, com 25 100 mortes confirmadas.

A identificação do 2019-nCoV iniciou na China, com casos adicionais sendo identificados em um número crescente de países internacionalmente. O primeiro caso nos Estados Unidos foi anunciado em 21 de janeiro de 2020.

Neste contexto, devemos ficar alertas, principalmente profissionais da saúde,  aos casos de pessoas com sintomatologia respiratória e que apresentam histórico de viagens para áreas de transmissão local nos últimos 14 dias.

Alerta principalmente a pessoas da área da saúde

Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, qualquer pessoa que cuidou do paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família; que tenha tido contato físico com o paciente; tenha permanecido no mesmo local que o paciente doente.

Ao suspeitar… Notifique!

Os casos suspeitos, prováveis e confirmados devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao:

  • Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS)
  • Telefone (0800 644 6645)
  • E-mail (notifica@saude.gov. br)
  • Ficha de notificação (http://bit.ly/2019-ncov)
  • CID10, a ser utilizada é a B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada.

Como atender um caso suspeito?

Segundo orientações do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, temos o seguinte fluxograma:

Isolamento

  1. Paciente deve utilizar máscara cirúrgica a partir do momento da suspeita e ser mantido preferencialmente em quarto privativo.
  2. Profissionais devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
  3. Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

Avaliação

  1. Realizar coleta de amostras respiratórias. Orienta-se a coleta de aspirado de nasofaringe (ANF) ou swabs combinado (nasal/oral) ou também amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado bronca alveolar). É necessária a coleta de duas amostras na suspeita de 2019-nCoV.
  2. Prestar primeiros cuidados de assistência.

Encaminhamento

  1. Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento.
  2. Os casos leves devem ser acompanhados pela atenção primária em saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

Situação atual no Brasil

Com o aumento do nível de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, o Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas em casos de extrema necessidade. A recomendação faz parte das diretrizes publicadas no novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, atualizado nesta terça-feira (28), com informações para vigilância e assistência da rede pública de saúde. Com quase três mil casos confirmados, segundo o último boletim da OMS, todo o território chinês passa a ser considerado área de transmissão ativa da doença. Com isso, as pessoas vindas desta localidade nos últimos 14 dias e que apresentem febre e sintomas respiratórios podem ser consideradas casos suspeitos.

Até a publicação do boletim, nesta terça-feira (28), um caso suspeito do novo coronavírus da China está sendo monitorado pelo Ministério da Saúde, em Belo Horizonte (MG). A paciente, uma estudante, apresentou sintomas da doença e tem histórico de viagem para Wuhan, na China, epicentro dos casos. Desta forma, o quadro se encaixa na definição de caso suspeito para o novo coronavírus. A paciente está sendo tratada em isolamento e apresenta boas condições de saúde. Exames laboratoriais estão sendo realizados para identificar ou não o vírus.

O Ministério da Saúde afirmou que está em alerta para o risco de transmissão do 2019-nCoV no Brasil, emitiu inclusive um Boletim com orientações de abordagem.

O nível de alerta em nosso país é 1 (inicial), em uma escala que vai de 1 a 3.

O nível mais elevado é ativado quando são confirmados casos transmitidos em solo nacional.

Até o momento, cinco casos suspeitos da doença no Brasil foram descartados.

Você pode acessar o boletim do Ministério da Saúde na integra:

28/01/2020:  http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/janeiro/28/Boletim-epidemiologico-SVS-28jan20.pdf

23/01/2020: http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/janeiro/23/Boletim_epidemiologico_SVS_04.pdf

O que são coronavírus?

Os coronavírus (CoV) receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome).

Um novo coronavírus?

Sim, segundo a SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA (dados atualizados em 24/01/2020) trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV.

Existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, até o aparecimento do 2019-nCoV.

A identificação do novo coronavírus

O novo coronavírus foi identificado em investigação epidemiológica e laboratorial, após a notificação de casos de pneumonia de causa desconhecida entre dezembro/2019 e janeiro/2020, diagnosticados inicialmente na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei. Centenas de casos já foram detectados na China. Outros casos importados foram registrados na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã, Cingapura, Arábia Saudita e Estados Unidos da América; todos estiveram em Wuhan.

Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan.

Os coronavírus podem ser transmitidos de animais para humanos?

Sim. Investigações detalhadas descobriram que:

  • O Corona virus em 2002 na China, foi transmitido de civetas (gatos selvagens) para humanos (SARS-CoV).
  • O Corona virus em 2012 na Arábia Saudita, foi transmitido de dromedários para humanos (MERS-CoV).

Na maioria, infectam apenas suas espécie ou algumas espécies intimamente relacionadas, como morcegos, aves, porcos, macacos, gatos, cães e roedores, entre outros.

A transmissão do coronavírus acontece entre humanos?

Sim, alguns coronavírus, mas não todos,  são capazes de infectar humanos.

Podem ser transmitidos de pessoa a pessoa pelo:

  • Ar – secreções aéreas do paciente infectado
  • Por contato – pessoal com secreções contaminadas.

O período de incubação desta nova variante do coronavírus

Ainda não há uma informação exata. Presume-se que o tempo de exposição ao vírus e o início dos sintomas seja de até duas semanas.

Quais são os sintomas de uma pessoa infectada por um coronavírus?

Pode variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhante ao resfriado, até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória. Crianças de pouca idade, idosos e pacientes com baixa imunidade podem apresentar manifestações mais graves.

Qual é a gravidade do novo coronavírus?

Sugere ser inferior à do SARS-CoV (2002) e do MERS-CoV (2012), pelos dados iniciais publicados, a estimativa inicial é de que a letalidade seja em torno de 3% (26 mortes em 912 casos).

Quanto à gravidade, segundo a SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA, devemos acompanhar a evolução da epidemia.

Recomendações

Ainda não está claro com que facilidade o 2019-nCoV é transmitido de pessoa para pessoa.

Até que se tenha informação mais acurada, segundo a SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA, recomenda-se que as precauções e isolamentos sejam adotados e obviamente recomendações básicas anti contágio como:

  • Higienizar sempre as mãos
  • Proteger boca e nariz ao tossir e espirrar
  • Não compartilhar itens pessoais
  • Cozinhar bem carnes e ovos

Como é feita a confirmação do diagnóstico do novo coronavírus?

Exames laboratoriais realizados por biologia molecular identificam o material genético do vírus em secreções respiratórias.

Existe um tratamento para o novo coronavírus?

Não há um medicamento específico, indica-se:

Casos de menor gravidade:

  • Repouso
  • Ingestão de líquidos
  • Medidas para aliviar os sintomas (analgésicos e antitérmicos)

Casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória:

  • Suplemento de oxigênio e
  • Ventilação mecânica podem ser necessários.

Não precisamos nesse momento de grandes alardes, mas toda precaução é válida para minimizar problemas futuros, portanto fique sempre informado pelos canais oficiais:

28/01/2020:  http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/janeiro/28/Boletim-epidemiologico-SVS-28jan20.pdf

http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/janeiro/23/Boletim_epidemiologico_SVS_04.pdf

https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=TPMRRNMJ3D

http://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2020/janeiro/22/novo-coronavirus-resumo-e-traducao-oms-22jan20-nucom.pdf

IMPORTANTE: Somente médicos e cirurgiões-dentistas devidamente habilitados podem diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis possuem apenas caráter educativo e informativo.

Dra. Renata Bonetti – Cirurgiã Dentista – Implantodontista – Morumbi e Região

🚩Contato: Av. Giovani Grochi, 5930
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